segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Dead Kennedys ao vivo no estúdio em 1981

                                            Fantástico vídeo! A banda solta no estúdio há trinta anos tocando de forma descontraída. Uma pérola.

Van Der Graaf Generator - Still Life



Após lançar o excelente e emocional Godbluff de 1975 o VDGG lança Still Life no ano seguinte trazendo uma sonoridade parecida com o disco anterior. Músicas mais calmas e melódicas com um clima tenso são as principais marcas desse trabalho. 
O som intenso e nervoso da época do Pawn Hearts é substituído por um clima mais melancólico e denso. As vocalizações de Peter Hammil são o ponto alto dessa fase, percebe-se que as músicas foram criadas com o propósito interpretativo fazendo com que o vocal soasse com uma interpretação teatral que conseguisse passar toda a emoção das letras. Sendo assim, a estrutura instrumental grandiosa, marca registrada dos primeiros discos, cede espaço para um instrumental mais contido, mais voltado para acompanhar as melodias, que, por sua vez, são o destaque de todo o trabalho. 
No panorama geral do rock progressivo Still Life não aparece entre os principais discos, nem está entre os mais cotados da discografia do grupo. No entanto, se levarmos em conta quem em 1976 o progressivo não encantava como antes, podemos concluir que esse trabalho careceu de mais atenção pelos fãs. Seu poder hipnótico de melodias lindas e a voz carismática de Hammil por si só já garantem um belo play, isso pode ser comprovado com a perfeita Pilgrims, que abre o disco. No desenrolar do álbum somos levados por momentos introspectivos, climas agradáveis como uma tarde num bosque e partes mais alegres como na última faixa Childlike Faith in Childhood's End.
Apesar de não ser um disco que traga a sonoridade que levou a banda ao estrelato do progressivo, ouvi-lo é uma sensação maravilhosa.


Nota: 9

Informações do disco:
Side one
"Pilgrims" (Hammill, David Jackson) – 7:12
"Still Life" – 7:24
"La Rossa" – 9:52
Side two
"My Room (Waiting for Wonderland)" – 8:02
"Childlike Faith in Childhood's End" – 12:24



Peter Hammill – vocals, guitar, piano

David Jackson– saxophone, flute
Hugh Banton - organ, bass, mellotron, piano
Guy Evans - drums, percussion
Engineered and mixed by Pat Moran




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Novidades: Ghost


Para uma banda produzir algo novo não é necessário que invente um novo estilo ou crie um novo ritmo. O inovador pode vir de releituras e junção de ideias de outras épocas. Assim é o pensamento dos suecos do Ghost. Eles misturaram o tenebroso e macabro órgão dos anos 70, muito usados por bandas progressivas e de hard, um vocal que lembra as interpretações mais contidas de King Diamond dando ao som uma tensão interessante, riffs básicos do heavy metal, letras satânicas e melodias macabras que lembram bandas dos anso 70 como Coven e Black Widow. Tudo isso junto remete à bandas como Blue Oyster Cult, Coven, Black Sabbath e Mercyful Fate. Além de toda essa musicalidade a banda se torna mais instigante devido a manterem sob sigilo o nome dos membros. Somente o vocalista se apresenta sob a alcunha de Papa Emeritus I vestido como um Papa dos mortos. Ao vivo a banda toda vestida como sacerdotes de uma igreja negra causa impacto, numa conjunção perfeita entre música e imagem.

O disco intitulado Opus Eponymous, por sua vez, é bastante coeso sem faixas que chamem mais atenção que outras. As músicas se destacam pelas belas e imagéticas melodias e os teclados com sonoridade de Hammond encorpam o som criando uma atmosfera noturna e assustadora em 34 minutos. As guitarras com melodias inspiradoras e solos melódicos bem colocados levam qualquer fã de hard/heavy à loucura. Sendo assim, em pleno 2011 nos deparamos com um disco digno do melhor rock pesado e psicodélico dos anos 70.
No quesito inovação o Ghost ensina como as bandas hoje podem criar músicas bacanas pesquisando sonoridades de outrora para a criação de novos caminhos. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A volta de um ícone para lavar a alma do verdadeiro rock pesado.


11 - 11 - 11, eis a data mais comemorada do ano por quem é versado no rock pesado de alto nível. Os pioneiros do heavy metal se reuniram e anunciaram uma turnê nova com direito a um disco de inéditas com a formação original depois de 33 anos. Numa época apática para o heavy metal mundial uma notícia como essa chega para lavar a alma dos fãs do estilo. 
Hoje em dia guitarras pesadas não são mais novidades e nem causam tanto impacto, pois até bandas infantis como NX Zero, Capital Inicial, entre outras, utilizam algumas vezes esse recurso nas suas músicas. No entanto o Black Sabbath representa um rock que vai além do peso das guitarras. É a musicalidade densa com uma atmosfera pesada com intuito de discorrer sobre as inquietudes humanas produzindo um som desafiador, brutal, macabro e principalmente verdadeiro, sem pretensões de soar de criar algo só para fazer sucesso. Esse espírito de apenas fazer música voltada para as pretensões artísticas falta hoje em dia nas bandas de rock, mas com a volta do Sabbath o rock volta a ter um exemplo do que é tocar e compor com sentimento de fazer composições que expressem algo relevante e instigante. 
O novo disco, que será produzido por Rick Rubin, tem a grande possibilidade de se tornar mais um clássico da arte de fazer rock pesado. Oxalá a banda não seja influenciada por qualquer outro interesse que não seja escrever mais um capítulo do rock negro e pesado. O Black Sabbath de 1973 com os recursos de hoje e com um mundo muito mais caótico precisa ressurgir com um álbum que marque essa época. Por isso, a possibilidade do quarteto inglês presentear seus fãs com um novo clássico é imensa. Hoje em dia um disco do porte de um Vol 4 traria ao mundo da música o impacto que se precisa para que surjam novas bandas com a mesma postura do velhos Sabá. É urgente que o rock volte a ser contestador e grite todas as verdades para essa nossa sociedade sem valores, hipócrita e que se deixa enganar fácil. Sendo assim, nossos filhos poderão ter em mãos uma obra roqueira que os faça pensar na vida e joguem no lixo todo o rock colorido atual que se preocupa mais em fazer moda e costumes que expressar artisticamente algo que tenha consistência.
O Rock é para os contestadores, seja muito bem vindo Black Sabbath!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Grandes momentos do Rock: Pink Floyd





Sem dúvida uma dos melhores momentos do rock registrado em DVD. 
P.U.L.S.E, mostra em ótima qualidade de som e vídeo a apresentação do Pink Floyd durante a turnê que promovia o disco Division Bell.
Com o lançamento de P.U.L.S.E em DVD em 2006 os fãs puderam ver o quanto os shows da banda eram verdadeiros espetáculos de iluminação, som e efeitos. O mais espetacular show de uma banda de rock.
Nesse vídeo, podemos ver a magnífica execução de Comfortably Numb tocada de forma perfeita. Destaque para o solo fantástico. Um dos mais bonitos solos da história do rock.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Malesch, o Krautrock vindo do oriente.

Alemanha, primeira metade dos anos 70, a banda Agitation Free lança um dos melhores discos alemães da história do rock. Malesch, com sua sonoridade única é um disco que pode ser ouvido diversas vezes e cada vez se torna mais prazeroso, um disco pra tocar fundo na alma!
Ainda nos anos 60, a juventude germânica, influenciada pela música de vanguarda erudita, música concreta e música eletrônica , se delicia com o rock psicodélico e contracultural vindo do Reino Unido, principalmente de bandas como Jimi Hendrix Experience e a fase Barrett do Pink Floyd. A nova onda de experimentalismo agitou os jovens que viviam presos num pós-nazismo que criou uma geração que queria se libertar desse estigma e viver livre. A forma que a juventude alemã encontrou de produzir seu psicodelismo foi não negar suas raízes e produzir um som que amalgamasse o rock britânico com o experimentalismo da música alemã de vanguarda. Resultado: bandas absurdamente criativas surgiram formando um novo estilo, o Krautrock.
O termo Krautrock, apesar de não ser um termo querido pelas bandas, compreende todas as bandas que buscavam fazer rock de vanguarda e psicodélico no fim dos 60 e início dos 70. Não é, portanto, um termo que encerra um estilo musical fechado em características reconhecíveis e padronizadas, mas sim um estado de espírito de compor algo lisérgico, cósmico, eletrônico e vanguardista à maneira alemã. Sendo assim, bandas díspares em sonoridades são comuns dentro do Krautrock. 
O Agitation Free é um exemplo de sonoridade única. Eles mesclavam passagens jazz, rock psicodélico e seu principal diferencial: Música étnica. Malesch de 1972, seu primeiro disco, foi fruto de uma viagem da banda pela Grécia, Chipre e Egito. 
O que se encontra nesse disco é um som denso, envolvente, agressivo, hipnótico e climático. A parte de influência árabe no som não o torna menos rock e agressivo, pelo contrário, ele souberam dosar bem as influências diversas criando um som rico e consistente em meio aos sintetizadores poderosos, guitarras criativas e um jogo percussivo contagiante. As viagens instrumentais estão bem equilibradas garantindo uma audição envolvente. Esse disco, diga-se, é um ótimo exemplo de coesão sônica. Tudo feito no seu devido lugar com absurdo equilíbrio. 
Se você tem algum tipo de preconceito contra rock misturado com música étnica, pode ficar tranquilo que esse disco todas as vertentes envolvidas jogam a favor do rock psicodélico. Ouvir esse disco com som alto é uma das melhores experiências do mundo do rock. Não ir atrás dele, é reconhecer que o rock não é a sua praia.

Ficha:

Michael "Höni" Hoenig - sintetizadores, teclados.Peter Michael Hamel - teclados.Jorg Schwenke - guitarra.Michel Günter- baixo. Burghard Rausch - bateria, teclados, voz.Lutz "Lüül" Ulbrich - guitarra, teclados. Uli Pop- bongos.

Faixas:
1. You Play For Us Today (6:08)
2. Sahara City (7:42)
3. Ala Tul (4:50)
4. Pulse (4:43)
5. Khan E Khalili (8:10)
6. Malesch (8:10)
7. Rucksturz (2:09)


terça-feira, 12 de abril de 2011