Para uma banda produzir algo novo não é necessário que invente um novo estilo ou crie um novo ritmo. O inovador pode vir de releituras e junção de ideias de outras épocas. Assim é o pensamento dos suecos do Ghost. Eles misturaram o tenebroso e macabro órgão dos anos 70, muito usados por bandas progressivas e de hard, um vocal que lembra as interpretações mais contidas de King Diamond dando ao som uma tensão interessante, riffs básicos do heavy metal, letras satânicas e melodias macabras que lembram bandas dos anso 70 como Coven e Black Widow. Tudo isso junto remete à bandas como Blue Oyster Cult, Coven, Black Sabbath e Mercyful Fate. Além de toda essa musicalidade a banda se torna mais instigante devido a manterem sob sigilo o nome dos membros. Somente o vocalista se apresenta sob a alcunha de Papa Emeritus I vestido como um Papa dos mortos. Ao vivo a banda toda vestida como sacerdotes de uma igreja negra causa impacto, numa conjunção perfeita entre música e imagem.
O disco intitulado Opus Eponymous, por sua vez, é bastante coeso sem faixas que chamem mais atenção que outras. As músicas se destacam pelas belas e imagéticas melodias e os teclados com sonoridade de Hammond encorpam o som criando uma atmosfera noturna e assustadora em 34 minutos. As guitarras com melodias inspiradoras e solos melódicos bem colocados levam qualquer fã de hard/heavy à loucura. Sendo assim, em pleno 2011 nos deparamos com um disco digno do melhor rock pesado e psicodélico dos anos 70.
No quesito inovação o Ghost ensina como as bandas hoje podem criar músicas bacanas pesquisando sonoridades de outrora para a criação de novos caminhos.


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