Após lançar o excelente e emocional Godbluff de 1975 o VDGG lança Still Life no ano seguinte trazendo uma sonoridade parecida com o disco anterior. Músicas mais calmas e melódicas com um clima tenso são as principais marcas desse trabalho.
O som intenso e nervoso da época do Pawn Hearts é substituído por um clima mais melancólico e denso. As vocalizações de Peter Hammil são o ponto alto dessa fase, percebe-se que as músicas foram criadas com o propósito interpretativo fazendo com que o vocal soasse com uma interpretação teatral que conseguisse passar toda a emoção das letras. Sendo assim, a estrutura instrumental grandiosa, marca registrada dos primeiros discos, cede espaço para um instrumental mais contido, mais voltado para acompanhar as melodias, que, por sua vez, são o destaque de todo o trabalho.
No panorama geral do rock progressivo Still Life não aparece entre os principais discos, nem está entre os mais cotados da discografia do grupo. No entanto, se levarmos em conta quem em 1976 o progressivo não encantava como antes, podemos concluir que esse trabalho careceu de mais atenção pelos fãs. Seu poder hipnótico de melodias lindas e a voz carismática de Hammil por si só já garantem um belo play, isso pode ser comprovado com a perfeita Pilgrims, que abre o disco. No desenrolar do álbum somos levados por momentos introspectivos, climas agradáveis como uma tarde num bosque e partes mais alegres como na última faixa Childlike Faith in Childhood's End.
Apesar de não ser um disco que traga a sonoridade que levou a banda ao estrelato do progressivo, ouvi-lo é uma sensação maravilhosa.
Nota: 9
Informações do disco:
Side one
"Pilgrims" (Hammill, David Jackson) – 7:12
"Still Life" – 7:24
"La Rossa" – 9:52
Side two
"My Room (Waiting for Wonderland)" – 8:02
"Childlike Faith in Childhood's End" – 12:24
Peter Hammill – vocals, guitar, piano
David Jackson– saxophone, flute
Hugh Banton - organ, bass, mellotron, piano
Guy Evans - drums, percussion
Engineered and mixed by Pat Moran

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