quinta-feira, 31 de março de 2011

Resenha: Whitesnake - Forevermore


A banda britânica, que fez enorme sucesso nos anos 80, chega em 2011 lançando seu 11º disco de estúdio. David Coverdale - v - , Reb Beach - g - , Doug Aldrich - g - , Michael Devin - b - e Brian Tichy - d - gravaram "Forevermore" com a produção de David Coverdale, Doug Aldrich e Michael McIntyre.
Quem é fã da banda esperava ansiosamente por um novo disco após o ótimo Good To Be Bad de 2008. O que talvez não esperassem era uma musicalidade setentista unida à produção atual sem esquecer dos refrãos dos anos 80. Por isso temos aqui um ótimo exemplo do que é o Whitesnake: Hard rock envolvente mostrando como se faz um som "das antigas" sem soar datado ou requentado.
O que guia quase todo disco é aquele hard blues do início dos anos 80 que a banda deixara de lado a partir de 1985. Tudo absurdamente bem executado e produzido.
Os vocais de Coverdale continuam grandiosos e a dupla de guitarristas faz um conjuntos de riffs e solos tão bem feitos que não deixam saudades dos membros do passado. Passado que aqui não importa muito, pois a banda soa nova e promissora. Até os clichês que tanto são criticados pelos detratores de bandas como o Whitesnake aqui passam despercebidos devido ao acerto nas composições.
Quanto às faixas, todas são de alto nível. Nenhuma música é enjoativa, farofenta ou melosa. Só se encontra hard rock com melodias na dose certa cercadas de guitarras cruas e inteligentes. Até as baladas comumente criticadas são bacanas. Até a mais pop "Easier Said Than Done" tem seu charme com um timbre lindo das guitarras da dupla Beach e Aldrich.
Por fim, um disco para ser curtido em alto e bom som saboreando cada momento. Eis o disco perfeito para o rock and roll do início da década de 10.

Nenhum comentário:

Postar um comentário