quinta-feira, 31 de março de 2011

Motörhead e Metallica: Os reis do Rock in Rio


Para quem curte heavy metal tradicional a noite de 25 de setembro de 2011 será marcada por um embate histórico: o encontro de duas lendas do heavy metal. E isso seria um fato até normal tendo em vista que no festival já tocaram várias lendas, mas aqui é o encontro de inluenciador e infuenciado.
O Motörhead veio ao mundo em 1975 e queria ser a banda mais potente do rock destruindo todas as tendências e socando os estômagos com seu som bruto e agressivo. Essa petulância em quebrar regras fez surgir bandas como o Metallica que das fitas demo divulgavam para o mundo um novo heavy metal, agora agressivo, rápido, sem firulas, tudo em nome do barulho. Eis que surge o thrash metal.
Como desbravador de uma era unindo o punk com hard rock/heavy metal o Motörhead tem uma carreira sólida de 21 discos de estúdio com direito a pelo menos um clássico do rock, o disco Ace of Spades de 1980. Apesar de sempre estar no topo do metal, a banda de Lemmy nunca entrou na grande mídia, sempre permaneceu na vanguarda.
Já o Metallica nos anos 80 foi o líder de uma geração underground, lançando clássicos como Master of Puppets que marcaram o gênero thrash metal. Porém nos 90 a banda, diferentemente do Motörhead, embarcou no mainstream lançando hits na MTV e discos de rock sem o peso e agressividade de outrora.
Todavia essas bandas têm em comum a raiz underground. O show do Metallica é baseado na fase thrash e seu último disco marcou a volta ao estilo. O Motorhead vem de ótimos discos como Motorizer de 2008, mesmo ano que Death magnetic do Metallica, mostrando a todos que continua arrebentando tocando alto e pesado.
O dia do metal do festival brasileiro será a vitória do metal underground provando que o que é bom mesmo atravessa os tempos e um dia recebe a atenção merecida. Passou o nu-metal, passou o grunge, o emo e as coloridas hão de passar. Mas o que é legítimo e bem acabado perdura e quem viver verá Lemmy, seu velho baixo roncador e James tocando os riffs bombásticos dizendo para a mídia que o rock é agressividade. Quem quer leveza e bom mocismo, que vá ouvir pop adolescente.

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